Justiça do Rio anula contrato da CCR Barcas

Justiça do Rio anula contrato da CCR Barcas

Uma decisão da 15ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro julgou procedente o pedido de anulação do edital e do contrato de concessão da CCR Barcas, firmado entre a CCR e o Estado do Rio de Janeiro em fevereiro de 1998. Com isso, o serviço público prestado pela concessionária deverá ser assumido pelo governo do Rio, sem uma indenização prévia à CCR Barcas. A decisão determinou ainda que o governo carioca promova nova licitação dentro do prazo máximo de 24 meses.

A decisão foi obtida no contexto de uma ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro em face do governo e da CCR Barcas.

Segundo a companhia, a decisão está sujeita a recurso e a CCR continuará adotando todas as medidas judiciais cabíveis. A CCR destacou que a CCR Barcas representou 1,49% da receita líquida em 2016 e 1,34% do resultado do primeiro trimestre deste ano.

No comunicado, a controladora lembrou que ajuizou, em 16 de dezembro, uma ação de rescisão de contrato de concessão firmado com o Estado do Rio de Janeiro.

O grupo de concessões de infraestrutura registrou lucro líquido de R$ 329 milhões no primeiro trimestre, alta de 32,9% sobre o mesmo período de 2016. O resultado positivo foi impactado por efeitos financeiros: queda da inflação e da taxa Selic.

Uma das maiores dívidas do grupo é a da concessão do aeroporto de Confins (MG), que é reajustada pelo IPCA. Além disso, a taxa Selic também recuou, refletindo na redução dos juros das dívidas do grupo.

“Já a parte operacional ainda não se recuperou. O tráfego rodoviário caiu 2,8%”, disse ao Valor Marcos Macedo, da equipe de relações com investidores. Contudo, o tráfego rodoviário – onde está a maior fonte de receita do grupo – do primeiro trimestre foi melhor do que o do último trimestre de 2016. E a expectativa é de recuperação nos próximos.

O lucro líquido na mesma base atingiu R$ 338,5 milhões, alta de 46,6%. O lucro na mesa base exclui a fatia na STP, empresa de arrecadação eletrônica de pedágio cuja venda foi concluída no terceiro trimestre de 2016, e os novos negócios que não estavam operacionais de janeiro a março de 2016.

A receita líquida do período avançou 3,4%, para R$ 1,7 bilhão. E o lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado, que exclui as despesas não-caixa como depreciação e amortização, provisão de manutenção e apropriação de despesas antecipadas da outorga, avançou 3,9%, para R$ 1 bilhão.

Fonte: Valor