Cabotagem requer incentivos para crescer
Novos segmentos necessitam de impulso
“É preciso uma mudança de cultura nos mercados, com menos imediatismo e mais planejamento para atrair cargas diferenciadas, como as de projeto, para a cabotagem. Uma única ligação telefônica pode ser suficiente para contratar um serviço rodoviário de carga de projeto, por exemplo. Atualmente, o uso das rodovias ainda é menos burocrático, apesar de gerar custos e riscos muito maiores que a cabotagem”, a afirmação é do gerente-executivo da Santos Brasil em Imbituba, Paulo Pegas ao ser questionado sobre como é possível fomentar o modal.
Para ele, é importante entender as vantagens de utilizar o modal portuário no mercado interno, que estão atreladas a uma maior segurança para a carga e a menores impactos sociais e ambientais, além de preço competitivo.
“A cabotagem conquistou recentemente novos pontos fortes que a tornaram ainda mais competitiva. A vigência da Lei do Caminhoneiro é uma delas, porque regulamenta a profissão e impede o abuso nas horas trabalhadas pelos motoristas de utilitários. Outro ganho recente foi a vinculação de trabalhadores avulsos na área de peação ou amarração de cargas ao navio. O contêiner, na cabotagem, experimenta um aumento acima da média no contexto nacional. Esperamos que a carga de projeto siga a mesma tendência”, conclui.
Fonte: Guia Marítimo / Andrezza Queiroga






