Destino da greve no Comperj só será decidido na próxima segunda-feira

Destino da greve no Comperj só será decidido na próxima segunda-feira

Sindicato reivindica reajuste de 11,5%, mas construtoras oferecem aumento linear de 7%

Apesar da decisão do Tribunal Regional do Trabalho do Rio (TRT), que na semana passada julgou a greve dos trabalhadores no Comperj ilegal e abusiva, determinando a volta imediata ao trabalho, os operários permaneceram em greve e só vão decidir os rumos do movimento em assembleia no próximo dia 10/2. A paralisação já completou 20 dias e é para exigir reajuste salarial de 11,5% e aumento do vale alimentação para R$ 450, segundo as reivindicações do sindicato da categoria. Já as empresas construtoras oferecem aumento linear de 7%.

Em nota, o Sindicato dos Trabalhadores do Plano da Construção, Montagem e Manutenção Industrial de São Gonçalo Itaboraí e Região (SINTICOM) explicou que não está podendo interferir no movimento por causa da ação judicial chamada interdito proibitório, que o impede de se aproximar do Comperj. Segundo a nota, o presidente do SINTICOM, Manoel Vaz, afirmou que seu papel como dirigente sindical “é tentar costurar uma proposta viável para ser submetida à assembleia”:

Atentado a ônibus

Em nota, o presidente do SINTICOM repudiou as ações violentas e pediu a imediata apuração pela polícia de um atentado a um ônibus que transportava trabalhadores para o Comperj nesta quinta-feira. Dois homens armados em uma motocicleta interceptaram o ônibus na pista de acesso à portaria sul do Complexo Petroquímico, no Alto do Jacú. Os passageiros foram obrigados a descer e o ônibus foi incendiado. Ninguém ficou ferido.

Não é a primeira vez que operários das obras do Complexo Petroquímico são vítimas de criminosos. Dois deles foram baleados por dois homens em uma moto quando faziam protesto no acesso à área do complexo petroquímico. Até agora, ninguém foi preso.

Fonte: O Globo – Ramona Ordoñez